Autoridades egípcias descartaram que um atentado tenha provocado a queda do avião da companhia egípcia Flash Airlines, que caiu no Mar Vermelho na madrugada deste sábado, causando a morte de todas as 148 pessoas a bordo.
A maioria dos passageiros do avião, que partiu do balneário de Sharm el-Sheik com destino a Paris, com escala no Cairo, era de franceses, que voltavam de férias.
O avião, um Boeing 737, desapareceu dos radares pouco depois de decolar de Sharm el-Sheikh e em seguida caiu no Mar Vermelho.
O Ministério da Aviação Civil disse que a causa do acidente era técnica, mas não revelou maiores detalhes. O ministro das Relações Exteriores egípcio, Ahmed Maher, negou veementemente que a queda seja resultado de uma ação terrorista.
'Acidente'
Equipes de resgate encontraram destroços do avião a cerca de 15 quilômetros do balneário e já retiraram pelo menos um corpo do mar.
Mergulhadores disseram que o avião caiu em águas muito profundas, o que pode prejudicar o resgate da maioria dos corpos e também das caixas pretas do avião, afirmou o correspondente da BBC no Cairo, Paul Wood.
O presidente da França, Jacques Chirac, ofereceu suas condolências às famílias das vítimas e telefonou para o presidente egípcio, Hosni Mubarak, para se informar melhor sobre as circunstâncias da tragédia.
O secretário de Estado francês para assuntos internacionais, Renaud Muselier, foi enviado para o Egito, para coordenar as investigações junto às autoridades egípcias.
A França também ofereceu enviar uma equipe de especialsitas para ajudar nos resgates e investigações.
Turismo
A tragédia ocorre no momento em que várias companhias aéreas estão cancelando vôos por medo de ataques terroristas.
O avião fretado havia chegado a Sharm el Sheik transportando um grupo de turistas italianos e levantou vôo uma hora depois levando os turistas franceses.
"O avião teve um problema na decolagem e tentou retornar ao aeroporto. Aparentemente, durante a manobra ele teria caído perto da costa", disse o secretário de transportes francês, Dominique Bussereau.
O balneário de Sharm el-Sheik é um dos mais populares do Mar Vermelho e frequentemente serve de base para encontros de cúpula.
Um atentado seria devastador para a indústria do turismo egípcia, afirmou o correspondente da BBC no Cairo.
O turismo é a principal fonte de divisas do Egito, gerando US$ 4 bilhões por ano, o que equivale a 11% do PIB do país.