O governo sírio reagiu nesta quarta-feira contra a decisão de Israel de aumentar o número de assentamentos nas Colinas de Golã, território tomado da Síria e anexado pelos israelenses em 1981.
Em entrevista à BBC, o ministro Bouthaina Shabban que a decisão mostra que o governo de Ariel Sharon é um grande obstáculo para a paz na região.
Ele afirmou que essa é mesmo a política de Israel, conhecido no mundo árabe, segundo ele, como o país dos assentamentos.
O ministro da Agricultura israelense, Yisrael Katz, disse que o governo do país quer reforçar o seu controle sobre o território antes de qualquer negociação de paz com a Síria.
Expansão
"As novas medidas israelenses são um flagrante da oposição de Israel à paz e bloqueia o caminho para qualquer esforço ou iniciativa para alcançar uma paz ampla e justa na região", disse um oficial de alto escalão do governo sírio, segundo a agência de notícias Associated Press.
Recentemente, o presidente sírio, Bashar al-Assad, pediu novas negociações para o retorno do território à Síria.
Mas o governo do primeiro-ministro Ariel Sharon acusa a Síria de apoiar grupos militantes palestinos e tem se negado a negociar com Damasco enquanto o país vizinho não suspender esses laços.
Os sírios negam essas acusações, afirmando que os palestinos possuem apenas escritórios de informação na sua capital e que alguns deles já foram fechados.