O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, assinou uma ordem para desfazer quatro assentamentos judeus "clandestinos" da Cisjordânia, seguindo o que propõe o novo plano de paz para o Oriente Médio.
Alguns analistas, no entanto, acreditam que a decisão unilateral seja um passo para impor novas fronteiras na Cisjordânia.
Segundo uma emissora de televisão israelense, os colonos terão de sair dez dias depois de receberem o aviso.
Em um discurso realizado no último dia 18, Sharon afirmou que Israel iria tomar medidas unilaterais, o que incluiria a destruição dos assentamentos e a aceleração da construção do polêmico muro na Cisjordânia.
Posicionamento
"Estamos discutindo um novo posicionamento do Exército na eventualidade de o plano de paz falhar", disse um funcionário do governo à agência de notícias Reuters.
Ainda no domingo, Sharon nomeou um novo conselheiro de segurança para chefiar a equipe "que vai preparar esse deslocamento".
Giora Eiland vai dirigir uma força tarefa com representantes dos Ministérios da Defesa, do Exterior e da Justiça, assim como de serviços militares e de segurança.
As decisões unilaterais tomadas por Israel têm sido bastante criticadas pelos Estados Unidos e pela Autoridade Palestina.
O principal negociador palestino, Saeb Erekat, disse a uma rádio palestina que a indicação de Eiland mostra que "Israel está aumentando a implementação de medidas unilaterais".