Uma tentativa de assassinato contra o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, deixou pelo menos 14 mortos na cidade de Rawalpindi, perto da capital do país, Islamabad.
Segundo o ministro da Informação do país, Rashid Ahmed, o atentado foi o mais grave até hoje contra um líder político do país.
No atentado suicida, dois caminhões repletos de explosivos foram dirigidos de encontro à comitiva presidencial. Três carros foram atingidos, incluindo o carro em que viajava Musharraf.
Apesar disso, o presidente não foi atingido. Musharraf apareceu no canal de televisão do governo poucas horas depois do ocorrido. Ele estava calmo e aparentemente ileso.
Talebã
O presidente do Paquistão declarou não saber quem seriam os culpados pelo ataque, mas disse se tratar de terroristas.
Esta é a segunda vez em pouco mais de uma semana que Musharraf escapa de uma tentativa de assassinato.
Na semana passada, o comboio do presidente passou em uma ponte minutos antes de ela explodir. O atentado aconteceu em local próximo ao do realizado nesta quarta-feira.
Uma das especulações, segundo correspondentes da BBC no país, é que a Al-Qaida, o grupo extremista comandado por Osama Bin Laden, pode estar por trás das tentativas de assassinato de Musharraf.
O Paquistão apoiou os Estados Unidos na querra que derrubou o Talebã no Afeganistão e que acabou com as bases de treinamento do grupo no país.
No entanto, ainda não há confirmações sobre quem está por trás dos ataques.