As tropas israelenses saíram do campo de refugiados de Rafah, na Faixa de Gaza, depois da incursão em grande escala que teria matado 9 palestinos na terça-feira.
O país declarou que a operação visava destruir túneis usados para contrabandear armas do Egito para o território palestino.
A ação foi uma das mais violentas dos últimos meses, com tiroteios ocorrendo entre forças israelenses e militantes palestinos.
Fontes médicas palestinas disseram que pelo menos três dos mortos seriam civis.
Danos
Testemunhas disseram que 40 tanques e veículos blindados entraram no campo de Rafah, na fronteira com o Egito, na manhã de terça-feira.
Israel alegou ter localizado e destruído um túnel de 17 metros de profundidade, que se estendia por 800 metros, utilizado para transportar armamentos.
O país tem atacado Rafah esporadicamente para tentar interromper o fluxo de armas que chegam à região por meio de túneis subterrâneos.
Em pronunciamento oficial, o Exército israelense declarou que “a descoberta do túnel dentro de uma área residencial é mais uma evidência do uso cínico de civis por organizações terroristas, colocando-os em risco.”
Moradores do campo de refugiados disseram que várias casas foram danificadas, assim como o sistema de água, esgoto e eletricidade.
Vingança
Entre os mortos, estaria um homem de 50 anos de idade e um membro do braço armado do grupo Jihad Islâmico.
O ataque foi condenado pelo secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, que, por meio de um porta-voz, pediu para o governo israelense “parar com ações violentas como esta e voltar às negociações pacíficas.”
O grupo militante palestino Brigada dos Mártires de Al-Aqsa, que perdeu dois membros no ataque, jurou buscar vingança dentro de Israel, segundo a agência Reuters.
“Sangue por sangue e mortes por mortes”, foi o grito de vários palestinos nos funerais das vítimas da incursão.