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Itália promete aumentar ajuda ao Iraque

A Itália se comprometeu nesta segunda-feira a aumentar sua participação no processo de reconstrução do Iraque.

Durante uma visita a Roma, o ministro do Exterior do Conselho de Governo provisório iraquiano, Hoshyar Zebari, ouviu a promessa de que a Itália vai realizar o treinamento de diplomatas, juízes e autoridades civis de alto escalão.

O governo italiano também prometeu manter e até mesmo aumentar o seu contingente de 3 mil soldados no Iraque.

As promessas foram feitas uma semana depois de o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, ter concordado em cancelar parte dos US$ 1,7 bilhão que o Iraque deve ao país.

ONU e Saddam

Em Roma, Zebari teve um encontro com o chanceler italiano, Franco Frattini.

Falando com jornalistas, o representante iraquiano pediu que a ONU volte a trabalhar normalmente em Bagdá o mais rápido possível, a fim de ajudar o país a se preprarar para eleições, no ano que vem.

Zebari disse que os iraquianos precisam estar em controle de sua própria segurança, e que a prisão de Saddam Hussein vai ajudar o país a ficar mais calmo.

"Nós acreditamos que sua captura vai constribuir para estabilizar a situação em termos de segurança, mesmo que isso não ocorra a médio prazo, mas a médio e longo prazo", afirmou.

O ministro do Exterior italiano, por sua vez, se pronunciou contra a possibilidade de Saddam Hussein ser condenado à morte.

Ele disse que espera que o julgamento do ex-líder iraquiano não se transforme em uma vingança.

Rússia

Mais cedo, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, também se comprometeu a ajudar o Iraque. Putin disse que o país vai perdoar 65% da dívida que o Iraque tem com o país, em troca de mais participação na reconstrução iraquiana.

O líder do Conselho de Governo do Iraque, Abdul Aziz Al-Hakim, confirmou o fechamento de um acordo que vai permitir a atuação de empresas russas.

"Nós estamos abertos para os russos", disse Al-Hakim em Moscou, depois de um encontro com o presidente russo.

A oferta russa precisa agora ser aprovada pelo Clube de Paris, um grupo informal de credores que coordena o pagamento de dívidas.

'Laços'

O Iraque é hoje o maior credor da Rússia, por causa de dívidas acumuladas durante o regime do ex-presidente Saddam Hussein.

A maior parte da dívida de US$ 8 bilhões do Iraque vem da compra de equipamento militar da então União Soviética durante a guerra com o Irã, nos anos 80.

Sobre os negócios que a Rússia teria interesse em desenvolver no Iraque, o diretor da comissão das indústrias russas, Mikhail Margelov, disse que não seriam apenas ligados ao petróleo.

"Contratos de infra-estrutura são ainda mais interessantes para nós no estágio inicial, já que eles trazem dinheiro de verdade", afirmou Margelov.

A Rússia foi excluída da licitação por contratos na reconstrução do Iraque por causa da sua oposição à guerra liderada pelos Estados Unidos.

"Não há um consenso nos Estados Unidos sobre quem deveria ser contemplado com esses contratos", afirmou Margelov.