Informações vindas de Viena, onde está baseada a agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU), confirmam que a Líbia concordou em permitir inspeções minuciosas nas suas instalações nucleares.
O governo líbio teria concordado também em assinar um protocolo adicional ao tratado de não-proliferação de armas nucleares no sábado, durante o encontro com o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohammed el-Baradei.
A Líbia já é signatária do tratado mas a nova cláusula permitirá inspeções mais severas e imediatas das instalações nucleares.
Um correspondente da BBC em Viena disse que apesar de não se acreditar que a Líbia tenha bombas nucleares, há um consenso de que o país estava próximo a desenvolver armas nucleares.
Cobrança árabe
Líderes árabes redobraram as pressões para que Israel siga o exemplo da Líbia e abandone o seu suposto programa de armas de destruição em massa.
O governo do Irã, que recentemente abriu as suas instalações nucleares a inspeções da ONU, elogiou a decisão do presidente líbio, Muammar Khadafi, e cobrou uma atitude mais firme da comunidade internacional em relação a Israel.
"Está na hora de o mundo pressionar pelo desarmamento de Israel, que é a principal ameaça à segurança da região", afirmou o porta-voz do Ministério de Exterior iraniano, Hamid Reza Asefi.
O presidente egípcio, Hosni Mubarak, disse que o governo de Israel deveria eliminar todas as suas armas de destruição em massa.