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Vice-ministro israelense pede julgamento a militares desertores

O vice-ministro da Defesa de Israel, Zeev Boim, afirmou que um grupo de militares que se recusou a realizar missões nos territórios ocupados palestinos, "deveria ir a julgamento", segundo a agência de notícias France Presse.

"Esses soldados deveriam ser despidos de seus uniformes e enfrentarem um julgamento por desobediência e rebeldia, independente da unidade em que sirvam ou se são pilotos, cozinheiros ou mecânicos", disse Boim à emissora de de rádio estatal israelense.

Treze reservistas da unidade de elite Sayeret Matkal haviam escrito ao primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, dizendo que não vão mais participar de incursões na Cisjordânia e na Faixa de Gaza e afirmando que não querem fazer parte de um "regime de opressão".

"Não vamos mais corromper a marca de humanidade que há em nós realizando missões de ocupação", diz a carta. "No passado, nós lutamos por uma causa justa, mas hoje chegamos ao limite da opressão a outras pessoas."

O grupo também foi duramente criticado por Danny Yatom, parlamentar do Partido Trabalhista e sub-comandante da unidade Sayeret Matkal, que qualificou o protesto como "ilegal".

Segundo a France Presse, Yatom admitiu que as políticas do governo Sharom nos territórios ocupados estão exacerbando os atritos entre os palestinos e o Exército israelense, mas disse que isso não justifica a recusa.

Esta não é a primeira vez que militares israelenses rejeitam a participação em missões contra palestinos.

Em setembro, um grupo de 27 pilotos assinou uma carta se recusando a realizar ataques a alvos e outras operações em Gaza e na Cisjordânia porque os considerava "imorais e ilegais".