O governo do Irã advertiu Israel contra ataques às suas instalações nucleares, classificando o possível plano de "erro grave".
O aviso foi o mais recente capítulo da guerra de palavras entre os dois países sobre o programa nuclear iraniano.
Na semana passada, o ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz – que nasceu no Irã – teria afirmado em entrevista a uma rádio israelense que o seu governo está estudando a possibilidade de destruir as instalações militares iranianas.
O presidente do Irã, Mohammad Khatami, contra-atacou dizendo que Mofaz havia "cometido um erro".
Já o ministro da Defesa iraniano, Ali Shamkhani, disse que nenhuma parte de Israel vai estar segura se o Irã for atacado.
Elogios
Ainda na semana passada, o Irã recebeu elogios da comunidade internacional por ter assinado um tratado adicional ao Tratado de Não-Proliferação Nuclear.
Com o acordo, os iranianos aceitaram inspeções ainda mais rigorosas das suas instalações nucleares.
O país vinha sendo pressionado pela comunidade internacional por causa do receio de que o país estaria desenvolvendo um programa de armas nucleares.
A resolução censura o governo de Teerã por ter ocultado seu programa nuclear nos últimos 18 anos.
No entanto, não foram recomendadas sanções contra o país, embora essa fosse a vontade dos Estados Unidos.
Grã-Bretanha, Alemanha e França eram contrários à punição.