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Khadafi forneceu informações sobre Al Qaeda, diz jornal

A Líbia teria fornecido informações sobre militantes da Al-Qaeda e de outras organizações extremistas como parte de um acordo para encerrar o seu isolamento do mundo, segundo informações obtidas pelo jornal britânico The Observer.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, anunciou na sexta-feira que o governo líbio havia concordado em abandonar seu programa de armas de destruição em massa.

A decisão, elogiada por vários líderes internacionais, foi apresentada por Blair e pelo presidente americano, George W. Bush, que falou logo depois do aliado britânico, como um exemplo para outros países que queiram melhorar as suas relações com o Ocidente.

Na edição deste domingo, o Observer diz, no entanto, que o "verdadeiro prêmio" de Bush e Blair no acordo com o líder líbio, Muammar Khadafi, foi o acesso "ao material de uma das mais formidáveis e temidas organizações", a Al Qaeda.

Em troca das informações, e do fim do programa de armas da Líbia, os Estados Unidos suspenderiam as sanções contra o país. Trípoli e Washington não mantêm relações diplomáticas desde 1973.

Segundo o jornal, as negociações duraram dois anos – o que significaria que o diálogo teria começado em dezembro de 2001, três meses depois dos atentados a Nova York e Washington, atribuídos à Al Qaeda.

Ainda de acordo com o Observer, a Líbia tem "uma sofisticada rede de missões de inteligência na África e no Oriente Médio".