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Argentinos fazem marcha para pedir trabalho

Milhares de desempregados foram às ruas, no sábado, na Argentina, em uma passeata que marcou o segundo ano da queda do presidente Fernando de La Rúa.

A concentração maior de manifestantes aconteceu na principal praça de Buenos Aires, a Praça de Maio.

Foi nesse local que há dois anos aconteceram os violentos confrontos que culminaram com a renúncia de de la Rua que tentava implementar medidas de austeridade econômica.

Os manifestantes leram em voz alta um manifesto contra a liberação do mercado e as políticas do Fundo Monetário Internacional.

Justiça

Depois eles pediram justiça para as 27 pessoas que morreram durante os confrontos de 2001.

As passeatas que cruzaram a Argentina foram, na maioria das vezes, pacíficas mas pelo menos 21 pessoas ficaram feridas em Buenos Aires quando um explosivo foi detonado sobre a multidão.

Fernando De la Rúa não pode sair da Argentina já que está sendo investigado por acusações de suborno que teriam ocorrido durante o seu mandato.

Sua saída do governo no dia 20 de dezembro de 2001 aconteceu após semanas de protestos contra suas austeras medidas econômicas.

Popular

O atual presidente argentino, Nestor Kirchner, é extremamente popular mas tem encontrado a cobrança dos desempregados.

Por outro lado, muitos argentinos, cansados da confusão no trânsito provocada pelos protestos, querem que o presidente tome uma atitude mais enérgica em relação às marchas.

Protestos organizados por desempregados, conhecidos como piqueteiros, se tornaram uma rotina desde que a economia argentina entrou em colapso em 2001.