O jornal argentino La Nación diz que um incidente diplomático do país com o Uruguai pode se transformar no maior da história dos dois países.
O problema começou quando Carlos Ramela, um alto assessor do presidente uruguaio, Jorge Battle, criticou a posição dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Néstor Kirchner (Argentina) de ter um encontro privado com o líder opositor Tabaré Vázquez e não com o presidente Battle na recente cúpula do Mercosul.
Ramela disse que os presidentes do Brasil e da Argentina não deveriam agir como "agitadores ou simpatizantes de guerrilhas, como foram no passado", segundo o diário.
O jornal afirma que Kirchner estuda retirar seu embaixador do país, o que seria uma das atitudes mais drásticas possiveis, anterior apenas ao rompimento formal das relações diplomáticas.
Irã
O jornal alemão Tagesspiegel comenta a decisão do Irã de permitir inspeções nucleares. Ele diz que os próximos meses vão mostrar se o país quer entrar em acordo com o Ocidente ou se vai escolher o mesmo caminho errado do Iraque e da Coréia do Norte.
Na Áustria, o Die Presse disse que o acordo foi um triunfo para a diplomacia européia e que, desta vez, os "falcões" do Pentágono ficaram de fora.
O jornal suíço Le Temps alerta que a boa notícia não deve esconder o fato preocupante, segundo o jornal, de que todo o sistema de não-proliferação de armas nucleares "vem sendo desafiado por políticos dos Estados Unidos".
Brasileira no 'NYT'
O americano The New York Times se derrete em elogios à performance em conjunto da cantora brasileira Luciana Souza e da americana Karrin Allyson.
As duas representam, segundo eles, os extremos opostos do jazz atual, e "qualquer diferença é eclipsada pela inteligência ambiciosa das duas".
Luciana, em especial, consegue, "com um pequeno vibrato, conferir um calor concentrado a uma frase, soando às vezes como uma Nina Simone menos agressiva".