O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a entrevista coletiva ao fim da 25ª reunião de cúpula do Mercosul para fazer um balanço do seu primeiro ano de governo e das perspectivas para o ano que vem.
"Estou certo que o povo brasileiro vai ter um 2004 auspicioso. Não há porque não acreditar nisso", afirmou, lembrando que a economia mundial também já voltou a crescer e que as exportações brasileiras estão crescendo.
Lula disse que agora está mais tranqüilo do que em qualquer outra época do ano, porque "as condições estão dadas para a economia voltar a crescer".
"A fase ruim, a fase tenebrosa, a fase de incerteza, a fase da dúvida, do medo dos investidores acabou", afirmou o presidente.
"Além das expectativas"
"Eu acredito nisso piamente e por isso digo com certeza absoluta que, a partir de 2004, o Brasil vai crescer até mais do que os economistas dizem."
O presidente disse que vai promulgar no dia 19 ou no dia 21 as reformas tributária e da Previdência, o que ele classificou de "um feito extraordinário em menos de um ano de governo".
"Vamos utilizar o dinheiro que temos no BNDES, no Orçamento, no Banco do Brasil, na Caixa Econômica Federal, para dinamizar os setores da economia que podem crescer mais rapidamente e gerar as riquezas que precisamos gerar no Brasil", afirmou Lula.
E completou: "O povo brasileiro mais do que ninguém entendeu a situação (em) que nós pegamos o Brasil".
Chave da cidade
Além de participar da reunião do Mercosul, o presidente Lula recebeu em Montevidéu, junto com os presidentes da Bolívia e da Argentina, a chave da cidade.
"Na época da ditadura, muitos brasileiros vieram para cá", disse o presidente na cerimônia, na prefeitura de Montevidéu.
"Agora que tenho a chave da cidade, vamos mandar muitos mais, mas não por motivos políticos."