A primeira-ministra e chefe de gabinete do governo do Peru, Beatriz Merino, renunciou ao cargo nesta segunda-feira.
No início de dezembro, o presidente Alejandro Toledo pediu a renúncia de Merino e de todo o gabinete de governo incluindo os conselheiros presidenciais.
Toledo deve nomear um novo gabinete nesta segunda-feira e, segundo observadores, ele deve incluir antigos ministros na sua lista.
Merino foi o foco de alegações que vão desde lesbianismo a corrupção.
Ela havia sido acusada de ter colocado em um cargo público uma amiga sua, com quem seus críticos a vinculam sentimentalmente.
Merino, uma advogada de 56 anos formada em Harvard, Estados Unidos, foi a primeira mulher a ocupar um alto cargo de governo na história peruana.
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Segundo informações da imprensa peruana, Merino perdeu a confiança de Alejandro Toledo por falar em público sobre a polêmica envolvendo sua vida privada e um de seus adversários políticos.
Supostamente, este adversário político foi responsável por divulgar o cargo dado a uma amiga de Merino, com quem a ex-primeira-ministra estaria envolvida.
Merino, por sua vez, negou que seja homossexual e atribuiu os boatos a uma campanha contra sua reputação.
Beatriz Merino foi indicada ao cargo há seis meses pelo presidente Alejandro Toledo, a terceira pessoa a ocupar o cargo durante os dois anos e meio de mandato do presidente.
Advogada tributária com reputação de honesta, ela contava com o apoio de quase 60% da população, segundo uma pesquisa recente. Segundo a mesma pesquisa, a aprovação de Toledo chegava apenas a 11%.