Um tribunal chinês começou a julgar nesta sexta-feira 14 pessoas acusadas de organizar uma festa sexual para centenas de turistas japoneses no polêmico aniversário da guerra entre os dois países.
O incidente, ocorrido na cidade de Zhuhai, no sul do país, levou a China a fazer uma reclamação oficial ao Japão.
Cerca de 400 homens japoneses e 500 mulheres chinesas estariam envolvidos na orgia, que teria durado três dias, em um hotel de Zhuhai.
A festa terminou às vésperas do aniversário do ataque japonês ao nordeste chinês, em 1931, que marcou o início da brutal ocupação do país.
Ilegal, mas freqüente
Todos os acusados são chineses e suspeitos de organizar uma rede de prostituição. Entre eles, dois empregados do Zhuhai International Conference Centre Hotel e 12 cafetões.
O escritório de um dos promotores afirmou que não existem planos para processar cidadãos japoneses.
A segurança no tribunal de Zhuhai foi severa e a imprensa não teve acesso ao início do julgamento. Em nota oficial, o procedimento foi justificado para preservar a "privacidade pessoal".
A prostituição, embora ilegal, é comum na China, praticada geralmente nos hotéis turísticos das grandes cidades.
A data dos eventos em Zhuhai, no entanto, causou ultraje na China, onde muitos ainda se ressentem das brutalidades cometidas pelos japoneses durante a ocupação.
Relatos sugerem que vários dos japoneses envolvidos trabalhavam em uma construtora japonesa que patrocinou a viagem.
O ministro das Relações Exteriores do Japão disse que a companhia assumiu ter pago pelas "acompanhantes", na recepção, mas negou ter patrocinado uma orgia.