Uma operação militar de Israel em um campo de refugiados na Faixa de Gaza deixou seis palestinos mortos e 16 feridos, incluindo crianças, de acordo com funcionários de um hospital local.
Segundo testemunhas, os soldados entraram no campo e cercaram a residência de um suposto militante do grupo Hamas.
Helicópteros militares apoiaram o avanço dos soldados depois que eles foram alvo de tiros e granadas. Relatos indicam que a incursão foi a maior operação israelense em Rafah – na fronteira com o Egito – nos últimos dois meses.
Nesta quinta-feira, em entrevista ao jornal israelense Maariv, o primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, alertou que, se Israel tentar impor suas próprias soluções para o Oriente Médio, a região corre o risco de viver uma nova escalada de violência.
Ataque em Rafah
"Seria um engano terrível tentar impor uma solução para nós com o uso da força", disse Korei ao Maariv. "O fogo vai queimar, o terror vai crescer."
O premiê palestino afirmou, no entanto, acreditar que uma negociação entre israelenses e palestinos é possível.
De acordo com testemunhas, a operação militar israelense desta quinta-feira contou com a participação de soldados em 20 veículos armados, inclusive tanques.
Funcionários de um hospital em Rafah disseram que dois dos feridos – inclusive um menino de 12 anos – foram internados em estado crítico.
O campo de refugiados de Rafah é palco de freqüentes combates entre soldados palestinos e israelenses. As forças de Israel costumam realizar buscas por túneis utilizados para contrabandear armas do Egito.