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300 recrutas renunciam a cargo no Exército do Iraque

Quase metade dos recrutas do primeiro batalhão do novo Exército iraquiano renunciou a seus cargos depois do que parece ser uma polêmica a respeito de salários.

Autoridades que trabalham junto com a coalizão liderada pelos Estados Unidos no país afirmam que 300 dos 700 membros do batalhão se rebelaram e se recusaram a obedecer ordens de seus superiores.

Eles exigem um salário maior do que o da polícia porque, ao contrário dos policiais, eles precisam morar em quartéis.

Estes recrutas estavam se preparando para efetuar serviços nas fronteiras e em postos de fiscalização em algumas semanas.

Novo exército

O governo americano planeja constituir um novo Exército iraquiano com 40 mil homens até outubro.

''Estamos sabendo que um terço do batalhão aparentemente renunciou aos cargos'', disse o porta-voz do Pentágono, James Cassela.

''Estamos analisando a situação para assegurar que possamos recrutar e reter pessoal de alta qualidade para o novo Exército iraquiano'', afirmou.

Além de um salário considerado baixo – US$ 60 por mês (cerca de R$ 176) – o moral entre os recrutas está abalado porque alguns soldados teriam recebido ameaças de morte em suas cidades natais.

Um segundo batalhão do novo exército iraquiano ainda está em treinamento.

O governo americano, que está mantendo cerca de 130 mil soldados no país, está tentando passar as tarefas ligadas à segurança para os iraquianos.