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ONU divulga plano de ação para o Iraque

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, apresentou nesta quarta-feira um plano de ação para o organização no Iraque, em que deixa claro que, no futuro, a organização quer ter um maior papel do país.

No entanto, no relatório de 26 páginas apresentado ao Conselho de Segurança, Annan descartou o retorno, pelo menos por hora, dos funcionários estrangeiros da organização ao Iraque.

"Nas atuais circunstâncias, é difícil ver as Nações Unidas operando com um grande número de funcionários internacionais dentro do Iraque no futuro próximo, a menos que ocorra uma melhora inesperada e significativa da situação de segurança como um todo."

Annan também disse no documento que um processo de transição mais "inclusivo" seja adotado para o Iraque, de forma que novas responsabilidades sejam esclarecidas e distribuídas.

Entrando e saindo

O secretário-geral da ONU disse que a organização precisa ainda saber que tipo de função terá que desempenhar no futuro do país.

"No longo prazo, se os iraquianos assim o solicitarem e as condições permitirem, as Nações Unidas (...) vão oferecer ao povo iraquiano seu conhecimento em processos constitucionais e eleitorais", disse Annan.

Em Washington, o porta-voz do Departamento de Estado americano, Richard Boucher, disse que as autoridades de seu país "pensam que eles (a ONU) podem ter um papel importante, ainda que eles fiquem saindo e entrando (do Iraque)".

Segundo a agência de notícias Reuters, Boucher disse que "obviamente, nós também pensamos que eles podem ter um papel mais sustentado e profundo se eles estiverem no país. E nós os incentivamos a estar lá quando eles acharem que podem".

Novo representante

Também nesta quarta-feira, Kofi Annan anunciou que o especialista em assuntos humanitários Ross Mountain será o representante especial interino da ONU no Iraque.

Ele irá substituir o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, que morreu em um atentado em Bagdá, em 19 de agosto.

Mountain, que ocupava até agora o cargo de diretor da agência da ONU para a coordenação de questões humanitárias, irá chefiar uma equipe de cerca de 40 pessoas que vão ficar baseadas em um escritório na capital do Chipre, Nicósia, e também em Amã, na Jordânia.

Em uma entrevista à BBC, Mountain disse que é preocupante que tenham aumentado no país as mortes aparentemente premeditadas de funcionários da área humanitária.