Os países que se opuseram à guerra do Iraque criticaram o governo americano por tê-los excluído da concorrência pelos contratos de reconstrução no Iraque.
Karsten Voigt, um porta-voz do ministério das Relações Exteriores da Aleamanha, disse que a medida americana "não é um gesto amigável".
O vice-primeiro-ministro do Canadá, John Manley, afirmou que excluir firmas do Canadá é inaceitável, porque o Canadá contribuiu para os fundos de reconstrução.
Autoridades da França dizem estar estudando se a decisão americana viola leis de competição internacionais.
'Segurança'
Antes, o vice-secretário de Defesa, Paul Wolfowitz, disse que haveria restrições a 26 contratos que seriam assinados no Iraque.
Os 26 acordos valem, ao todo, US$ 18 bilhões (cerca de R$ 53 milhões).
Wolfowitz disse que companhias francesas, canadenses e russas seriam excluídas por questões de segurança.
Segundo Wolfowitz, os contratos serão limitados a empresas "dos Estados Unidos, do Iraque, dos países parceiros da coalizão e das nações que contribuíram" com a reconstrução do Iraque.
Entre as empresas com o maior número de contratos no Iraque está a empreiteira americana Bechtel – que tem fechou um negócio de US$ 1 bilhão para reconstruir a infra-estrutura iraquiana.
Outras empresas com vários contratos no Iraque são Kellogg e Brown & Root (KBR) – subsidiária da petrolífera Halliburton.