http://www.bbcbrasil.com

Explosão deixa pelo menos cinco mortos em Moscou

Uma explosão perto da Praça Vermelha, em Moscou, deixou pelo menos cinco mortos e dez feridos, três deles em estado grave, de acordo com uma porta-voz da polícia russa.

O ataque ocorreu na principal rua comercial da capital russa, a Tverskaya, perto do National Hotel. A rua fica a apenas poucas centenas de metros do Kremlin.

De acordo com investigações preliminares da polícia, o atentado teria sido realizado por uma extremista suicida. No entanto, assassinatos por encomenda ocorrem com freqüência em algumas cidades russas.

"Existe a possibilidade de que duas mulheres suicidas estavam no prédio do National. É certo que havia uma", disse o prefeito de Moscou, Yuri Luzhkov, segundo a agência de notícias Interfax.

Corpos

A explosão desta terça-feira ocorreu fora do National Hotel, que fica em uma esquina oposta ao portão que leva à Praça Vermelha e ao Kremlin.

Um correspondente da BBC em Moscou disse que a polícia isolou a área e levou ao local um robô para desarmamento de bombas, que examina o local para descobrir outros possíveis explosivos.

O porta-voz da polícia, Yevgeny Gildeyev, disse que muitas empresas têm escritórios no National Hotel e que a explosão poderia estar vinculada a eles, de acordo com a agência de notícias Associated Press.

Janelas saltaram dos prédios da Tverskaya e várias ambulâncias se dirigiram ao local. Uma testemunha disse à televisão estatal russa que ouviu uma enorme explosão pouco antes das 11h da manhã no horário local (6h no horário de Brasília).

"Ouvimos um barulho, depois uma explosão e vimos fumaça", disse a testemunha não identificada à agência de notícias Reuters.

Um correspondente da Reuters afirmou ter visto a cabeça decapitada de uma mulher na calçada, perto de uma pasta.

Imagens de televisão mostraram um corpo na frente do hotel, atrás de um carro destruído.

O incidente desta terça-feira ocorre poucos dias depois de um ataque suicida em um trem no sul da Rússia que matou pelo menos 36 pessoas. Autoridades russas atribuíram a responsabilidade por esse ataque a rebeldes chechenos.