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O Pãozinho, a Sendinhas e o Walzão

F.A.O. Schwarz, a mais tradicional loja de brinquedos de Nova York, está ameaçada de falência. A Toys "R" Us, a maior rede de lojas de brinquedos americana, também.

Ambas prováveis novas vítimas da rede Wal-Mart, a maior empresa do mundo. Vende alimentos e varejo debaixo do mesmo teto, pelo menor preço. Onde a Wal-Mart entra, arrebenta.

No Rio, os supermercados Pão de Açúcar e as Casas Sendas estão fazendo uma fusão para combater a invasão da golias americana e de outras redes internacionais. Juntos, o Pão de Açúcar e a Sendas terão 107 lojas no Estado do Rio.

Perto da rede americana, os brasileiros são o pãozinho e a sendinhas.

A gigante americana entrou no México há doze anos. Hoje tem mais de 600 pontos de vendas e emprega 101 mil pessoas, mais do que qualquer outra empresa no país. Fatura mais do que toda a indústria de turismo.

Suas vendas representam 2% do PIB mexicano, 30% das vendas de todos os supermercados e 6% das vendas no varejo. Ela não sufoca só a concorrência mexicana. Nos Estados Unidos, os números são semelhantes.

O princípio é simples. Wal-Mart vende quase tudo e sempre mais barato. Se o preço do comerciante ao lado for menor, qualquer gerente de loja no México está autorizado a baixar o preço sem consultar ninguém. O negócio está no volume.

Ano passado, a rede gerou metade dos 16 mil novos empregos criados no país. A Wal-Mart mexicana paga R$ 4,50 por hora a seus empregados, melhor do que a concorrência, e eles não querem nem saber do sindicato.

No começo os mexicanos gritaram, mas agora, segundo o New York Times, estão felizes e, dia-a-dia, mais americanos.

Será que o que é bom para o México será bom para o Brasil ou, no Rio, o pãozinho e a sendinhas vão bater no walzão?