O ministro da Justiça de Israel, Yosef Lapid, pediu a alteração do percurso da polêmica barreira que corta o território palestino na Cisjordânia.
Ele disse que o projeto fez com que o mundo se voltasse contra Israel.
Lapid, que lidera o partido de centro Shinui, afirmou que o caminho previsto atualmente é muito longo e muito caro.
O gabinete israelense deverá debater a proposta de Lapid durante um encontro no domingo.
O ministro da Justiça israelense se pronunciou no momento em que a Assembléia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução pedindo à Corte Internacional de Justiça, em Haia, que analise a legalidade da barreira que está sendo construída por Israel.
Resolução
A resolução foi apoiada por 90 países e rejeitada por oito, incluindo os Estados Unidos e Israel.
O correspondente da BBC nas Nações Unidas disse que muitas nações se abstiveram da votação para evitar pedir à Corte Internacional de Justiça que delibere sobe um tema tão sensível politcamente.
A resolução foi proposta pelo observador palestino junto às Nações Unidas, Nasser Al-Kidwa, que disse que o compromisso de Israel em construir a muralha sinaliza o fim do processo de paz para a região.
Um alto funcionário do governo de Israel, Ranaan Gissin, disse que o país estava pronto para explicar na Corte Internacional que a construção do muro era uma medida legítima de auto-defesa.