O líder do Partido Comunista da Rússia, Gennady Zyuganov, disse que as eleições parlamentares no país são uma "farsa vergonhosa".
O chefe da Comissão Central Eleitoral, Alexander Veshnyakov, negou que tenham ocorrido irregularidades.
Zyuganov afirmou que vai aguardar o fim da contagem de votos para anunciar uma posição oficial, de acordo com informações da agência de notícias AFP.
Com cerca de dois terços das urnas apuradas, o Partido Comunista travava uma disputa acirrada pelo segundo lugar com o ultra-nacionalista Partido Liberal Democrata.
O partido Rússia Unida, apoiado pelo presidente russo, Vladimir Putin, mantém mais de 35% dos votos, segundo dados oficiais.
Veshnyakov disse que 80% das urnas devem estar apuradas até as 10h00, no horário local, desta segunda-feira.
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Putin, cujo índice de popularidade no país chega a 80%, votou juntamente com sua esposa, Lyudmila, no sul de Moscou.
Quando lhe perguntaram em quem havia votado, o presidente russo sorriu e afirmou: "Isso poderia ser interpretado como propaganda eleitoral, mas minhas preferências são bem conhecidas".
Essa é a quarta eleição parlamentar na Rússia desde a queda do comunismo.
A eleição decidirá o nome de 450 deputados do parlamento russo.
Segundo autoridades eleitorais, o comparecimento às urnas foi de 47,6% – margem ligeiramente inferior à da última eleição para o parlamento, em 1999, mas acima dos 25% necessários para que o pleito seja considerado válido.
A segurança foi reforçada em todo país, especialmente após um atentado suicida em um trem perto da Chechênia ter matado 42 pessoas na última sexta-feira.