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EUA lançam maior ofensiva desde a guerra no Afeganistão

Militares americanos afirmaram ter lançado a maior ofensiva já realizada no Afeganistão desde a guerra contra o país, em 2001.

A ação deve envolver 2 mil soldados americanos, além de tropas do exército nacional afegão.

O porta-voz militar dos Estados Unidos, coronel Bryan Hilferty, disse que missões de combate, chamadas de Operação Avalanche, seriam realizadas no sul e no leste do Afeganistão.

O objetivo é acabar com a possibilidade de membros do Talebã e da Al Qaeda se abrigarem no país, além de interromper suas atividades.

Correspondentes dizem que o Talebã está recuperando força nessas regiões do país, atacando soldados americanos e afeganes, oficiais e trabalhadores assistenciais.

Esta é a última de uma série de operações militares americanas.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Afeganistão disse que o governo desejava tornar o sul e o leste do Afeganistão seguros para trabalhos de reconstrução.

Investigação

Os americanos ainda estão tentando identificar se o homem morto no ataque de sábado, que matou nove crianças, era ou não o seu alvo. O objetivo do ataque teria um antigo militante do Talebã, o mulá Wazir.

A primeira versão americana do ocorrido afirmava que ele havia sido assassinado. No entanto, moradores do local contestaram isso, dizendo que Wazir havia deixado a vila dez dias antes.

Os americanos agora admitiram que testes de DNA estão sendo feitos para confirmar a identidade. O coronel Hiferty admitiu que este tipo de erro no bombardeio, com tantas vítimas inocentes, poderia alienar a população.

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, disse que deveria haver maior coordenação entre as tropas americanas e o governo em operações futuras para evitar incidentes como o ocorrido no sábado.

A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu que seja realizada uma rápida investigação a respeito das "profundamente perturbadoras" mortes das nove crianças.

"Este incidente, que ocorre depois de outros similares, contribui para a sensação de insegurança e medo", disse o enviado especial da ONU ao país, Lakhdar Brahimi.

As forças americanas estão investigando as circunstâncias da morte das crianças.