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Vilarejo no Afeganistão contesta versão americana

Os moradores da vila Hutala no Afeganistão onde foram mortas nove crianças num ataque americano contestaram a versão do exército dos Estados Unidos de que o suspeito também morreu no bombardeio.

Testemunhas disseram ao correspondente da BBC, Crispin Thorold, que a pessoa alvo do ataque havia deixado o vilarejo há dez dias.

Oficiais americanos declararam que tinham informações extensivas sobre o militante do Talebã, Mullah Wazir, que teria sido morto no ataque.

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, disse que deveria haver maior coordenação entre as tropas americanas e o governo em operações futuras para evitar incidentes como o ocorrido no sábado.

Medo

A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu que seja realizada uma rápida investigação a respeito das "profundamente perturbadoras" mortes das nove crianças.

"Este incidente, que ocorre depois de outros similares, contribui para a sensação de insegurança e medo", disse o enviado especial da ONU ao país, Lakhdar Brahimi.

Forças americanas admitiram ter bombardeado uma casa na província de Ghazni.

Um porta-voz do Exército americano disse que o país sentia muito pela perda de vidas de pessoas inocentes.

As forças americanas estão investigando as circunstâncias da morte das crianças.