O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai participar da reunião do G-20 com a União Européia, que acontecerá em Brasília, um dia depois do seu retorno de visita a países árabes.
O encontro – que contará com a participação do comissário de Comércio do bloco comercial europeu, Pascal Lamy, e do diretor-geral da Organização Mundial de Comércio (OMC), Supachai Panitchpakdi – está sendo considerado a retomada do diálogo sobre agricultura desde o fracasso do encontro de Cancún.
O G-20 foi formado com o objetivo de lutar contra o fim dos subsídios agrícolas concedidos pelos países desenvolvidos aos seus produtores.
Para o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, o encontro é importante, até porque terá um "carater preventivo".
Impulsionar negociações
"A reunião se realiza pouco antes do encontro do dia 15, em Genebra, na OMC, que vai reunir embaixadores e no qual deve se tomar a decisão de impulsionar as negociações da organização", disse ele.
A preocupação do ministro é não ser pego de surpresa nessa reunião, por isso ele acredita que no debate no Brasil a posição européia e da própria OMC deve ficar clara.
O encontro também foi considerado importante por Lula, que pediu que a reunião fosse tranferida para Brasília, para que ele pudesse participar.
Na opinião de Amorim, a reunião demonstra que o G-20 é de fato reconhecido como uma as partes que deve negociar no cenário internacional as questões de comércio.
Agricultura
O ministro se mostrou confiante na capacidade do grupo de articular sua posição e de defender avanços na área agrícola.
No Brasil, o tema agricultura é basicamente o que será discutido.
As declarações do ministro foram dadas durante visita que ele e Lula fizeram, na parte da manhã deste sábado, às ruinas de Byblos, em Beirute, no Líbano,
A visita às ruínas ao terreno onde será contruída a Casa Brasileira no Líbano foram os dois últimos eventos do presidente no país.
Depois, ele embarcou para Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, terceira etapa da viagem a cinco países árabes.