O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu na Síria que os países em desenvolvimento têm de se ajudar econômica e politicamente.
"Acabou-se o tempo em que se podia esperar pelos países ricos", disse Lula a uma platéia de empresários dos dois países no centro da capital síria, Damasco.
"O continente sul-americano e o continente árabe não podem mais, no século 21, ficar à espera de serem descobertos", afirmou Lula.
Em seu discurso, o presidente defendeu que os dois países ampliem suas relações comerciais e a troca de investimentos.
Em 2002, a balança comercial entre Síria e Brasil atingiu US$ 91 milhões, sendo que US$ 87 milhões foram de exportações do Brasil para a Síria. Neste ano, no entanto, a balança entre os dois países deve cair para US$ 60 milhões.
O motivo é a queda das importações de açúcar do Brasil pela Síria. O açúcar é o principal produto de exportação brasileira para os países árabes.
Parceria
Lula defendeu que os países avancem com o objetivo de romper esse baixo volume de comércio internacional.
Um exemplo de parceria estimulado pelo governo brasileiro foi anunciado durante o encontro entre empresários do qual Lula participou.
A iniciativa envolve a empresa brasileira Cristalserv e um grupo liderado por uma empresa síria.
O acordo prevê que os investidores sírios construam uma usina de refinaria de US$ 150 milhões com tecnologia brasileira e 90% dos equipamentos importados do país.
Além disso, a empresa pretende importar o equivalente a US$ 200 milhões por ano de açúcar brasileiro.
O governo brasileiro acredita que parcerias como essa podem ser reproduzidas em investimentos sírios e vice-versa.