O Financial Times publica matéria dizendo que a visita do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, a países árabes pode prejudicar a relação positiva do Brasil com os Estados Unidos.
O jornal diz que a viagem tem como objetivo ampliar os horizontes comerciais do Brasil com outros países em desenvolvimento, buscando contrabalançar as barreiras comerciais dos países desenvolvidos, especialmente em relação a produtos agrícolas.
A visita à Líbia, segundo o jornal tem um tom de desafio a Washington, que desaprova o regime do líder líbio, Muammar Gaddafi.
"Por um longo tempo, o Brasil não podia nem mesmo falar com a Líbia, porque os americanos não gostam da Líbia", disse Lula.
Acordo de Genebra
Ele lembrou que a Itália e a França haviam continuado a fazer negócios com a Líbia apesar da posição de Washington, enquanto o Brasil tinha se mantido à margem das relações conerciais com a Líbia.
O britânico The Guardian conta a história do soldado americano que se casou com uma iraquiana. Ela é médica e trabalha no ministério da Saúde iraquiano, local que era patrulhado pelo soldado americano.
Ele agora será expulso do Exército dos Estados Unidos, depois de ser acusado de dizer à então noiva onde estava sua patrulha, para que eles pudessem se encontrar para se casar secretamente.
Na França, o Nouvel Observateur elogia o plano de paz não-oficial para o Oriente Médio – anunciado em Genebra, nesta semana – dizendo que o documento deve ser mostrado para jovens que foram contaminados pela propaganda hostil, com o objetivo de mostrar que o entendimento entre árabes e israelenses é possível.
Kyoto
The New York Times dá destaque ao que chama de 'golpe fatal' ao Tratado de Kyoto. Os 15 anos de esforço para criar o tratado para combater as mudanças climáticas no planeta estão ameaçados porque a Rússia disse que não vai ratificar o acordo.
O argumento apresentado pelo governo russo é que isso poderia comprometer o crescimento econômico russo. O apoio do país é necessário para que o tratado entre em vigor.
Segundo o britânico The Independent, cientistas da Organização das Nações Unidas (ONU) prevêm que a média das temperaturas globais deve se elevar em 6C até o fim deste século.
Isso causará, segundo o jornal, uma "profunda" desestabilização climática que resultará em tempestades mais violentas do que as vistas atualmente e no aumento do nível do mar.