O autores do Acordo de Genebra, o plano alternativo de paz para o Oriente Médio, devem ter um encontro na sexta-feira com autoridades do governo americano em Washington.
O ex-ministro da Justiça israelense, Yossi Beilin, e o ex-ministro da Informação palestino, Yasser Abed Rabbo, devem se encontrar com o secretário de Estado americano, Colin Powell, e com o subsecretário de Defesa, Paul Wolfowitz.
O governo israelense demonstrou insatisfação com a reunião.
Mas Powell reafirmou que os Estados Unidos devem analisar todas as propostas de paz. "Quanto mais falamos de paz, melhor. Eu dou boas-vindas a idéias de qualquer fonte", disse.
Condoleezza
Há informações, porém, que um pedido de reunião de Beilin e Rabbo com a conselheira nacional de segurança dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, teria sido rejeitado.
De acordo com o correspondente da BBC em Washington, Jon Leyne, caso isso de fato tenha acontecido, trata-se de um desdobramento importante.
Isso porque esse seria um sinal de que o presidente americano, George W. Bush, não está tão entusiasmado com a iniciativa alternativa para trazer paz ao Oriente médio quanto Colin Powell.
O porta-voz da Casa Branca, Scott McLellan, disse que o atual plano oficial de paz, que tem o apoio oficial de Rússia, Estados Unidos, União Européia e Rússia, continua sendo a melhor opção para o Oriente Médio.
No entanto, de acordo com a agência France Presse, McLellan admitiu que "esforços particulares", como o Acordo de Genebra, "podem ser úteis rumo a um avanço".
"Mas, em última instância, o progresso tem que ser alcançado em conjunto pelo governo israelense e pelo novo gabinete palestino, trabalhando juntos", completou.
Violência
Em meio às discussões sobre os planos de paz para a região, o governo israelense anunciou a prisão de palestinos nesta quarta-feira.
Israel prendeu cerca de 30 militantes em uma série de operações militares.
Segundo o exército de Israel, 17 membros da Jihad Islâmica foram presos em Jenin, na Cisjordânia, e outros militantes foram detidos em Ramala.
Oficiais palestinos afirmaram que as operações militares israelenses devem levar a um novo ciclo de violência.