A Síria se ofereceu para servir de base para as exportações brasileiras aos países árabes.
A proposta foi apresentada ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, no seu primeiro encontro com o presidente sírio, Bashar al-Assad, nesta quarta-feira.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, anunciou a primeira parceria comercial entre os dois países firmada neste viagem.
Furlan disse que o governo vai divulgar nesta quarta-feira à tarde o projeto da construção de uma usina de açúcar na Síria.
Seminário
O acordo, no valor de US$ 150 milhões, será acertado entre uma empresa brasileira, a Cristalserve, de Ribeirão Preto, e uma empresa síria. O objetivo é viabilizar a construção da usina.
Segundo o ministro, pelo menos parte do equipamento e tecnologia usados para construir a usina serão brasileiros. O investimento, no entanto, será praticamente todo da Síria.
Ainda segundo o ministro, o acordo prevê também a importação pela Síria do equivalente a US$ 200 milhões em açúcar brasileiro para refino.
O acordo poderá significar para o Brasil a recuperação de um mercado no qual o Brasil vinha perdendo importância nos últimos anos.
Neste ano, o Brasil deverá exportar para a Síria cerca de US$ 60 milhões, em uma queda significativa em relação aos US$ 87,5 milhões de 2002.
Autoridades brasileiras atribuem a redução à queda da compra do açúcar brasileiro pelos sírios. Com a usina, a indústria açucareira nacional poderia, portanto, retomar o seu espaço no mercado do país árabe.
Os detalhes sobre o acordo referente à usina e aos eventuais negócios brasileiros na região devem ser detalhados durante um seminário econômico que acontece nesta quarta-feira em Damasco.
Lula fica na Síria até esta quinta-feira, quando segue para Beirute, no Líbano.