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China lança plano para evitar venda ilegal de tecnologia bélica

O governo da China divulgou detalhes de um plano de ação para prevenir a propagação ilegal de tecnologia bélica.

O documento do governo chinês sobre não-proliferação diz que a propagação de armas de destruição em massa não beneficia ninguém.

Segundo correspondentes, o nível de detalhamento no documento é bastante incomum e reflete o desejo da China de tranquilizar outros países, especialmente os Estados Unidos, de que não está exportando tecnologia bélica.

O governo diz que está criando um sistema de procedimentos e penalizações para impedir que companhias transfiram material ou informações que possam ser utilizados para fabricar armas de destruição em massa.

O documento, com 9 mil palavras, também fornece detalhes das agências do governo responsáveis pelo monitoramento da exportação de tecnologia.

Pressão

O governo da China vinha sendo pressionado pelo governo americano pela suposta exportação de armas a países como a Coréia do Norte e o Irã.

A publicação do plano de ação pelo Conselho Estatal (o gabinete chinês) ocorre antes da visita do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, aos Estados Unidos, na semana que vem.

Apesar disso, o texto inclui o que parecem ser referências à política americana para armas de destruição em massa e a invasão do Iraque.

O documento diz que o unilateralismo e a adoção de "dois pesos e duas medidas" precisa ser abandonada e que o papel das Nações Unidas deve ganhar importância.

Recentemente, os Estados Unidos impuseram sanções a empresas chinesas pela suposta exportação de tecnologia bélica ao Irã.