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Israel critica EUA por interesse em plano alternativo

Israel criticou uma oferta dos Estados Unidos de fazer uma reunião com os partidários de um plano de paz alternativo para o Oriente Médio.

Em uma rara advertência ao seu maior aliado no mundo, o vice-primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse que tal iniciativa seria "um erro".

Israel rejeitou categoricamente o chamado acordo de Genebra, formulado por negociadores israelenses e palestinos não autorizados e apresentado formalmente nesta segunda-feira.

Enquanto isso, prossegue a violência no Oriente Médio. Fontes palestinas afirmam que tropas israelenses mataram um militante na Cisjordânia.

Segundo testemunhas, Amjad Saadi, um membro do grupo militante palestino Brigada dos Mártires da Al-Aqsa, morreu em um tiroteio com soldados israelenses em Jenin.

Tropas de Israel detiveram vários outros palestinos depois de enviar tanques à cidade e ao vilarejo de Silat Al Harthiya, nas imediações, onde também foram destruídas duas casas pertencentes a membros do grupo radical Jihad Islâmica.

A operação foi realizada um dia depois que o Exército israelense prendeu pelo menos 30 suspeitos de militância e matou quatro palestinos, inclusive um menino de nove anos, na cidade de Ramallah, na Cisjordânia.

Powell

Depois do lançamento do plano de paz alternativo em Genebra, na Suíça, o Departamento de Estado americano disse que o secretário Colin Powell poderá se reunir no final da semana que vem com os principais arquitetos do acordo, o ex-ministro da Justiça isralenese Yossi Beilin e o ex-ministro palestino da Informação Yasser Abed Rabbo.

O governo israelense não vê no plano alternativo um substituto para o plano de paz oficialmente apoiado pelos Estados Unidos.

A Autoridade Palestina, por sua vez, não rejeitou oficialmente o acordo de Genebra, manifestando apenas apoio moderado.

A iniciativa tem apoio de países europeus e do secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan.