Um plano de paz alternativo – e sem caráter oficial – está sendo lançado em Genebra, na Suíça, numa cerimônia organizada pelo govero suíço.
O plano de 50 páginas é o resultado de negociações secretas de dois anos e meio lideradas pelo ex-ministro da Justiça israelense Yossi Beilin e pelo ex-ministro da Informação palestino Yasser Abed Rabbo.
As propostas nele contida vão muito além do chamado "mapa da paz", que conta com apoio dos Estados Unidos.
Israel rejeitou o novo acordo, e o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, se recusou a dar apoio público à proposta de paz alternativa.
Entre os pontos-chave do acordo estão o fato que ele abre mão do direito de retorno de palestinos no exílio e defende a soberania compartilhada de Jerusalém. O plano é apoiado por intelectuais israelenses e palestinos e pela esquerda de Israel.
Coexistência
O acordo propõe ainda a coexistência de Estados israelense e palestino, a retirada de Israel da Faixa de Gaza e da Cisjordânia e o reconhecimento do Estado de Israel por parte dos palestinos.
Enquanto o mapa da paz procura garantir condições de segurança que poderiam levar a um acordo político, a proposta alternativa visa um acordo inicial que levaria à paz definitiva.
O plano foi apresentado em meio a um cenário de violência contínua no Oriente Médio e um dia antes de um encontro no Egito de diferentes facções palestinas que discutirá a suspensão de ataques contra Israel.
O acordo conta com o apoio do secretário da ONU, Kofi Annan.
Autoridades isralenses, no entanto, têm dito que o plano alternativo é uma tentativa de minar o governo de Ariel Sharon.
Do lado palestino, a reação foi mais ambivalente. O movimento Fatah, ligado a Yasser Arafat, se recusou a apoiar o acordo, que é endossado por diversos ministros palestinos.
A linha oficial adotada pelos palestinos ficou ainda mais confusa após Arafat ter enviado seu alto comissário de Segurança para a conferência em Genebra.