Os Estados Unidos afirmaram nesta segunda-feira que 54 iraquianos foram mortos no violento combate de domingo na cidade de Samarra. O número divulgado anteriormente era de 46.
De acordo com os militares americanos, os enfrentamentos ocorreram quando um grupo tentava emboscar dois comboios militares dos Estados Unidos.
Testemunhas afirmam que o combate foi o mais violento desde o anúncio do fim "formal" da guerra.
Segundo um porta-voz das forças americanas, os soldados reagiram ao ataque e "enviaram uma clara mensagem" à resistência iraquiana.
"A Quarta Divisão de Infantaria repeliu uma série de emboscadas", disse o tenente-coronel William McDonald.
Ataques
Segundo McDonald, vários dos iraquianos mortos utilizavam uniformes dos Fedayeen, a antiga milícia de Saddam Hussein.
Os confrontos ocorreram no último dia do mês em que mais soldados americanos e de seus aliados morreram no Iraque.
Um correspondente da BBC em Samarra disse que os sinais dos enfrentamentos ainda podem ser vistos, com carcaças de carros queimados e buracos de balas nas casas e prédios locais.
Ainds segundo o correspondente, a população local demonstra raiva contra os americanos, a quem consideram responsáveis pelos ataques, vistos como indiscriminados e desnecessários.
Em novembro, pelo menos 81 militares dos Estados Unidos, 17 da Itália e sete da Espanha foram mortos em ataques realizados no país ocupado.