O governo da Síria entregou à Turquia 22 suspeitos de envolvimento em quatro atentados suicidas realizados neste mês em Istambul.
Os ataques mataram mais de 60 pessoas e deixaram centenas de feridos.
Segundo a agência de notícias Anatolia, os suspeitos atravessaram a fronteira com a Síria após os atentados.
Ainda neste fim de semana, um tribunal turco indiciou um suspeito de planejar um dos atentados - um ataque a bomba contra uma sinagoga em Istambul, há duas semanas.
Subversão
O suspeito foi acusado de subversão, um crime punido com prisão perpétua no país.
De acordo com a Justiça turca, o suspeito "tentou derrubar a ordem constitucional do país pela força", um argumento já utilizado em outros processos relacionados a práticas de terrorismo.
Segundo policiais, o suspeito teria sido preso ao tentar cruzar a fronteira da Turquia com o Irã utilizando um passaporte falso.
Mais de 20 pessoas foram detidas até agora em conexão com os atentados, mas este seria o primeiro suspeito a ser associado a um ataque específico.
Informações
No sábado, o homem foi levado por policiais ao local do atentado à sinagoga Beth Israel, onde morreram três judeus e um policial.
O canal de televisão NTV exibiu imagens do suspeito algemado falando com um investigador no local.
Um porta-voz da polícia turca disse que o suspeito reuniu informações sobre a sinagoga antes de atentado e de que ele teria visitado o local com outros cúmplices antes de ordenar o início do ataque a bomba.
Autoridades turcas identificaram os dois suicidas como sendo Mesut Cabuk e Gokhan Elaltuntas. Segundo relatos, eles eram de Bingol, uma cidade carente no sul da Turquia.