A viagem surpresa do presidente americano, George W. Bush, ao Iraque ganhou a capa dos jornais de todo o mundo nesta sexta-feira.
O britânico The Independent e o francês Libération, entre outros, trazem uma enorme foto de Bush carregando um peru em uma bandeja, cercado por soldados em Bagdá.
Ambos qualificam a visita de Bush, que durou 2h30, como um golpe de marketing com vistas às eleições presidenciais em que o presidente tentará se reeleger no próximo ano.
"A missão extraordinária – nenhum presidente americano visitou uma zona de guerra desde que Richard Nixon voou ao Vietnã em 1969 – foi claramente calculada para fortalecer a imagem de Bush no momento em que ele se prepara para uma campanha pela reeleição que ficará à sombra da violência no Iraque e do crescente número de baixas entre os americanos", disse o Independent.
O americano The New York Times afirma que a ida de Bush desconcertou alguns de seus opositores do Partido Democrata, que criticam o que vêem como falta de apoio presidencial às tropas dos Estados Unidos no Iraque.
Porta-vozes dos pré-candidatos presidenciais Howard Dean e John Kerry entrevistados pelo New York Times elogiaram a iniciativa de Bush, mas continuaram a criticar a sua política com relação ao Iraque.
Outros destaques
Os jornais britânicos destacam nesta sexta-feira a prisão de um suspeito de pertencer à rede Al-Qaeda na cidade de Gloucester, no sul da Inglaterra.
A detenção faz parte de esforços redobrados da polícia da Grã-Bretanha para prevenir uma ação terrorista no país.
Segundo o diário Financial Times, o ministro britânico da Justiça, David Blunkett, está sendo acusado num inquérito parlamentar de criar precedentes perigosos com o seu projeto de lei antiterrorismo.
Deputados citados pelo Financial Times dizem que a nova lei, que permitiria ao governo adotar estado de emergência e dar ordens à polícia para prender pessoas, coloca em risco as liberdades civis e os direitos humanos.
O jornal israelense Haaretz afirma que um encontro informal entre israelenses e palestinos em Londres, realizado nesta semana, é apenas uma desculpa para reunir o filho do primeiro-ministro Ariel Sharon, Omri Sharon, com um enviado do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Yasser Arafat.
Fontes palestinas entrevistadas pelo Haaretz afirmam que a iniciativa comprova que Sharon finalmente teria se dado conta de que nenhum plano de paz vai dar certo sem que o governo de Israel leve em consideração as posições de Arafat.
Na Argentina, o La Nación publica declarações do ministro da Economia, Roberto Lavagna, que expressou preocupação com o que chamou de "recessão" no Brasil.
Lavagna disse que a situação econômica brasileira pode afetar o desempenho das exportações argentinas, que têm o Brasil como um de seus principais mercados.