O governo argentino reforçou a segurança em portos, aeroportos, usinas nucleares e nas embaixadas e consulados dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e da Espanha instalados na capital do país.
O ministro da Defesa, José Pampurro, confirmou que o governo foi alertado por organismos de segurança internacional de que Buenos Aires e Hong Kong poderão ser alvos de atentados terroristas.
Ele não confirmou, mas também não desmentiu, se a CIA (agência secreta americana) é um destes organismos.
“Há quatro meses, recebemos o mesmo tipo de alerta e também tomamos as mesmas medidas. Mas não queríamos fazer alarde. Porém, devo confirmar que recebemos estas informações de que a Argentina poderia ser a próxima meta dos terroristas”, admitiu o ministro.
Pontos estratégicos
O assunto foi motivo de uma reunião entre Pampurro e os ministros do Interior, Aníbal Fernández, e da Justiça, Gustavo Beliz.
Juntos, eles decidiram aumentar a quantidade de policiais em locais classificados por eles de “estratégicos”.
É possível observar tanques de água da Polícia Federal em frente à Embaixada da Grã-Bretanha, por exemplo e policiais em diferentes pontos da cidade.
A Argentina já sofreu dois atentados terroristas, que deixaram um total de 114 mortos.
Em 1992 o terror atingiu a embaixada de Israel e em 1994 foi a vez da entidade israelense Associação Mutual Israelense da Argentina (AMIA).
Ao saber das novas ameaças ao país, o presidente da AMIA, Abraham Kaul, afirmou: “A Argentina é um alvo mais fácil do que os países do primeiro mundo”.