O presidente do Peru, Alejandro Toledo, pediu desculpas em nome do Estado pela violência política que castigou o país entre 1980 e 2000.
Em um discurso à nação, Toledo disse que milhões de dólares serão destinados às áreas mais afetadas.
Investigadores dizem que pelo menos 40 mil – e, possivelmente, até 60 mil – pessoas foram mortas durante os vinte anos de terror.
Cerca de três quartos das mortes foram realizados pelo Sendero Luminoso e outros grupos de guerrilha.
Mais de 30% dos assassinatos foram realizados por forças do governo.
Responsabilidade
"Eu peço perdão", disse que o presidente Toledo, "em nome do Estado a todos aqueles que sofreram....a todas as vítimas da violência e do terror".
Ele disse que, apesar de o seu governo não estar no poder na época, ele não pode evitar a responsabilidade pela violência.
Toledo disse que o seu governo irá implentar o que ele chamou de um plano de paz e desenvolvimento nas áreas mais afetadas pela violência, investindo milhões de dólares.
O plano é uma recomendação da Comissão de Paz e Reconciliação formada pelo governo de Toledo há dois anos para investigar os assassinatos.
Recuperação lenta
A Comissão baseou as suas conclusões em entrevistas com 18 mil testemunhas.
O Sendero Luminoso começou a sua campanha inicialmente entre as comunidades indígenas que vivem em áreas rurais remotas, mas depois estendeu suas atividades a vilas e cidades.
As forças de segurança responderam, na maioria das vezes usando meios ilegais.
O então presidente, Alberto Fujimori, impôs lei marcial em 1992 e finalmente conseguiur acabar com o grupo, prendendo o líder Abimael Guzman.
Mas grande parte do país foi devastada pela violência, a recuperação tem sido lenta.