O consórcio internacional que havia sido criado para construir reatores de energia nuclear na Coréia do Norte decidiu suspender o projeto por um ano.
O grupo, conhecido como Kedo e formado por diretores dos Estados Unidos, da União Européia, da Coréia do Sul e do Japão, disse que os trabalhos deverão parar no dia 1º de dezembro.
O governo americano havia se posicionado contra a construção dos reatores.
O projeto começou a ser desenvolvido em 1994. Sob o acordo assinado naquele ano com Washington, a Coréia do Norte congelou seu suposto programa de armas nucleares em troca de dois reatores de energia nuclear mais seguros.
O projeto bilionário deveria terminar em 2003, mas alguns atrasos fizeram com que sua conclusão fosse adiada para, pelo menos, 2008.
Quebra do acordo
Os Estados Unidos acusaram a Coréia do Norte de não cumprir sua parte do acordo depois que, no ano passado, o país lançou um suposto programa ilegal de enriquecimento de urânio para a produção de armas.
Os executivos do Kedo se encontraram durante o mês de novembro em Nova York para decidir o destino do projeto.
Eles estavam adiando a decisão sobre o futuro da construção dos reatores porque queriam esperar por uma ajuda do governo de seus respectivos países para tomar a decisão.
Mas nesta sexta-feira, o porta-voz do consórcio, Roland Tricot, disse que "como as condições necessárias para continuar a construção dos reatores não foram oferecidas pela Coréia do Norte", o Kedo decidiu suspender o projeto.
A suspensão aconteceu como uma tentativa oficial de reorganizar as conversas multilaterais entre seis nações sobre o programa nuclear da Coréia do Norte. A reunião, que aconteceu em agosto, não obteve sucesso.
Ainda há cerca de 600 funcionários trabalhando no projeto.