Líderes do movimento anti-guerra esperam realizar o maior protesto contra a visita do presidente americano, George W. Bush, à Grã-Bretanha nesta quinta-feira, quando Bush deverá se reunir com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair.
A coalizão Stop the War (Pare a Guerra), que está organizando as manifestações, espera reunir até 100 mil pessoas na marcha Stop Bush (Contenha Bush).
Os manifestantes devem passar por vários pontos do centro de Londres, incluindo o Parlamento, mas não poderão chegar perto do local do encontro, o gabinete do Tony Blair, em Downing Street, onde há um grande esquema de policiamento para proteger o presidente americano.
É possível que Bush nem veja os cartazes e manifestações de hostilidades preparadas para ele. Está programada, por exemplo, a derrubada de uma estátua improvisada do presidente americano em Trafalgar Square – um ato para simular de forma simbólica a derrubada da estátua de Saddam Hussein após a tomada de Bagdá, em abril.
A marcha deverá partir às 14h e os organizadores pretendem manter os protestos até as 19h para permitir a participação do maior número de pessoas possível. A expectativa do movimento antiguerra é que os protestos desta quinta-feira sejam os maiores já realizados na Grã-Bretanha em um dia de semana.
Iraque, Guantanamo e aço
Entre os temas que deverão ser discutidos no encontro entre Bush e Blair, estão a administração e os problemas do Iraque pós-guerra; a situação legal de cidadãs britânicos presos no presídio americano de Guantanamo, em Cuba; e a disputa na Organização Mundial de Comércio sobre a sobretaxa que o governo americano impôs ao aço importado.
Em relação a Guantanamo, o secretário de Estado americano, Colin Powell – que também está em Londres – disse que os nove britânicos presos na base cubana poderão ser enviados à Grã-Bretanha para julgamento.
Depois do encontro, Bush e Blair devem se encontrar com representantes de países africanos para discutir formas de combater a epidemia de HIV/Aids.
Nesta quarta-feira, o presidente americano defendeu a invasão do Iraque e prometeu vencer a chamada guerra contra o terrorismo, em um discurso realizado na Banqueting House, em Londres.
Bush afirmou que a guerra é, às vezes, "a única maneira de se defender valores". E prosseguiu dizendo que a violência que atualmente toma conta do Iraque não vai tirar as forças americanas do país.