As Nações Unidas estão pedindo aos países ricos que doem US$ 3 bilhões no ano que vem para salvar 45 milhões de vidas em áreas de crise.
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, deve lançar o Apelo Humanitário de 2004 ainda nesta terça-feira.
O apelo tem como objetivo providenciar necessidades básicas dos famintos e doentes e proteger os que tiveram que deixar suas casas por causa de conflitos, especialmente crianças, mulheres e idosos.
A campanha - em nome das agências de ajuda em todo o mundo - exclui o Iraque e vai cobrir, principalmente, crises na África.
Responsabilidade
"Cerca de 45 milhões de civis estão lutando para sobreviver às perdas, danos e interrupções às suas vidas por causa das guerras, conflitos e desastres naturais do mundo", disse Annan.
"Eu sei que as nações ricas do mundo entendem a responsabilidade delas em ajudar os necessitados."
"Um mundo onde - em meio à crescente prosperidade global - milhões ainda vivem em condições desesperadas não vai ser um mundo em paz", completou.
A ONU declarou só ter recebido US$ 3,3 bilhões dos US$ 5,1 bilhões que precisa para o ano que vem.
Crises negligenciadas
Representantes da ONU disseram que cerca de 80 bilhões de pessoas vivem atualmente em áreas de crise.
Eles esperam que os doadores internacionais - que recentemente prometeram ajuda e empréstimos de US$ 33 bilhões para a reconstrução do Iraque - apóiem a campanha deste ano.
"Esperamos que o mundo possa ajudar além do que já foi prometido ao Iraque", disse à BBC o subsecretário-geral para Assuntos Humanitários da ONU, Jan Egeland.
O subsecretário disse que a quantia pedida representa "menos do que dois dias de gastos militares no mundo", mas cobriria quase todas as necessidades das agências de ajuda da ONU e de organizações não-governamentais.
A campanha deste ano cobre regiões como a Chechênia e repúblicas vizinhas (na Federação Russa); Coréia do Norte, República Democrática do Congo, territórios palestinos, Serra Leoa, Somália e Zimbábue.