Dois soldados israelenses foram mortos a tiros nos arredores da cidade de Belém, na Cisjordânia, segundo informações da rádio israelense.
De acordo com a agência de notícias France Presse, o incidente ocorreu perto de uma grande barreira militar que liga Jerusalém a assentamentos judaicos.
O ataques coincide com os primeiros sinais de aproximação entre negociadores palestinos e israelenses.
Segundo a agência Associated Press, o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, havia dito a líderes da comunidade judaica italiana que ele iria se encontrar com o novo primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, "nos próximos dias".
Encontro inédito
Seria o primeiro encontro entre os dois líderes desde que Korei assumiu o cargo, há um mês.
Em outra frente, o governo egípcio está mediando uma tentativa de cessar-fogo entre palestinos e israelenses.
No entanto, por enquanto a violência continua, a Cruz Vermelha anunciou que vai interromper dois programas de ajuda humanitária na Cisjordânia que atendiam 50 mil famílias palestinas.
Um representante da organização, Florian Westphal, disse à BBC que os programas tinham caráter temporário e não podem se estender por tempo indeterminado.
Westphal fez um apelo para que Israel "permita aos palestinos assumirem o seu sustento de vida".
"A assustência humanitária não pode substituir uma solução de longo prazo", afirmou.
Segundo ele, a Quarta Convenção de Genebra torna os ocupadores de um país responsável pela situação econômica.