O ex-presidente de Argentina, Carlos Menem, está sendo novamente acusado de possuir contas bancárias na Suíça com dinheiro ganho de forma irregular.
A informação é do ministro da Justiça do país, Gustavo Béliz, que voltou nesta da Suíça, onde teria confirmado a existência de três contas no nome de Menem.
O próprio ex-presidente admitiu a existência de uma conta em um banco suíço durante a campanha presidencial deste ano – Menem abandonou a candidatura antes do segundo turno, que disputaria com o atual presidente, Néstor Kirchner.
Na ocasião, ele disse que tinha cerca de US$ 600 mil, que estariam em nome da sua ex-mulher, Zulema Yoma, e da filha que tem com ela, Zulemita.
No início deste ano, Menem já havia sido acusado de receber um suborno de US$ 10 milhões para esconder a participação do Irã em um atentado contra um centro judaico em Buenos Aires, em 1994.
De acordo com uma testemunha sob proteção da Justiça argentina, o dinheiro foi depositado em uma conta na Suíça. Menem sempre negou ter recebido esse dinheiro.
"Totalmente confirmada"
No entanto, segundo o ministro da Justiça, a existência das contas está "totalmente confirmada" e foi denunciada pelos próprios bancos suíços.
De acordo com Béliz, os depósitos envolvem Menem e o seu ex-secretário particular, Ramón Hernández.
Uma das contas estaria no nome de Hernández e teria US$6 milhões.
Ainda com base no relato do ministro, a conta que está no nome da ex-mulher de Menem também é considerada "suspeita" e exigirá mais investigações.