O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, disse que não pretende rever a participação do país na coalizão militar liderada pelos Estados Unidos no Iraque, apesar do atentado que matou 18 italianos na cidade de Nassíria.
As mortes – de dois civis e 16 militares e policiais – representam o maior número de baixas italianas em conflito desde a Segunda Guerra. Oito iraquianos também morreram no ataque.
Berlusconi - que apoiou a guerra contra o Iraque apesar da grande oposição popular ao conflito – disse em discurso ao Parlamento, após o ataque à base italiana, que os questionamentos sobre a sua polícia precisam ser "silenciados".
"Nenhuma intimidação vai mudar a nossa determinação de ajudar esse país a se levantar, criar um governo e assegurar liberdade e segurança", afimou o primeiro-ministro italiano.
O presidente do país, Carlo Azeglio Ciampi, endossou as declarações de Berlusconi, alegando que "toda a Itália" apóia as tropas no Iraque.
Oposição
Já alguns parlamentares da oposição italiana viram no ataque um forte argumento para a retirada de 2,4 mil italianos do Iraque, envolvidos na reconstrução do país – e não em combates.
No entanto, no dia em que o país inteiro estava de luto, a oposição moderou o tom. "Hoje não é hora para uma reflexão crítica", afirmou o líder da centro-esquerda italiana, Francesco Rutelli, à agência de notícias Associated Press.
"Isso terá de ser feito nos próximos dias, considerando a presença italiana o objetivo da missão e a necessidade de um comando da ONU, para não deixar o Iraque à mercê do terrorismo."