Um tribunal de Moscou rejeitou nesta terça-feira um pedido de liberdade sob fiança apresentado pelo magnata do petróleo Mikhail Khodorkovsky.
O bilionário, que pediu demissão do cargo de presidente da empresa petrolífera russa Yukos na semana passada, é acusado de evasão de impostos e fraude.
Críticos do governo russo afirmam que o caso envolvendo Khodorkovsky tem motivos políticos porque ele é o homem mais rico da Rússia e financia grupos de oposição.
Na segunda-feira, no entanto, o presidente russo, Vladimir Putin, negou que se trate de um problema político e disse que ninguém está acima da lei.
"Todos – empresários, funcionários públicos e a polícia – precisam ser responsáveis perante a lei", disse Putin.
"A igualdade perante a lei é a principal condição para que a sociedade possa se considerar democrática e a torna eficiente", acrescentou o presidente russo.
A portas fechadas
Khordorkovsky participou da audiência que julgou seu pedido por circuito fechado de televisão, direto de uma prisão de Moscou.
O juiz ordenou que a audiência fosse realizada a portas fechadas. Jornalistas e outros observadores foram impedidos de entrar na sala.
Mais cedo, os advogados de Khodorkovsky haviam afirmado que o bilionário queria que um painel de observadores estrangeiros assistisse à audiência.
Robert Amsterdam, um advogado com escritório no Canadá que está representando Khodorkovsky, disse que o caso pode acabar na Corte Européia de Direitos Humanos, em Estrasburgo, na França.
"Todos devem lembrar que a Rússia é signatária da convenção européia para direitos humanos", disse Amsterdam.
Khodorkovsky fez fortuna através das controvertidas privatizações russas da década de 90 e tornou-se presidente da Yukos.