Um relatório sobre a deterioração da saúde no Iraque indicou que entre 22 mil e 55 mil pessoas morreram em conseqüência da guerra, em sua grande maioria civis e soldados iraquianos.
O documento Contínuo Dano Colateral: os Custos para Saúde e para o Meio Ambiente da Guerra no Iraque, feito pela ONG médica britânica Medact, diz que o povo do Iraque terá problemas de saúde por "várias gerações".
Segundo o texto, o conflito intrerrompeu programas de vacinação e destruiu os sitemas de fornecimento de água do país, aumentando as chances de doenças.
O relatório aponta ainda que outros fatores vêm contribuindo para o agravamento da situação, como a crescente insegurança no país e o colapso do sistema de saúde.
Meio ambiente
O documento aponta ainda que a deterioração ambiental do país e a fumaça de poços de petróleo incendiados têm contribuído para agravar a situação da saúde.
A Medact diz que as crianças e os idosos estão entre as maiores vítimas pontencias do conflito. A organização afirma que desde o início da guerra 250 mil crianças deixaram de ser vacinadas contra sarampo.
Apesar de as campanhas de vacinação terem sido retomadas, não se sabe o número de crianças que foram vacinadas.
"A desnutrição aguda aumentou de 4% para 8% nos últimos 12 meses, houve um aumento na taxa de mortalidade entre gestantes e houve ampliação de doenças transmitidas pela água e de doenças preveníveis pela vacinação", afirma Sabya Farooq, autor do relatório.
Mas o documento indica também que tem se mostrado cada vez mais difícil avaliar o estado de saúde da população iraquiana.
A ONU e agências assistenciais têm atuado no Iraque com um mínimo de funcionários, o que as vêm impedindo de coletar dados necessários para lançar políticas de saúde.
O relatório aconselha as forças de ocupação no Iraque a permitirem que a ONU desempenhe um papel central na manutenção da paz e nos processos de reconstrução do país e de assistência humanitária.