Cerca de 20 suspeitos de ter ligações com a rede Al-Qaeda foram presos e estão sendo interrogados no Iraque, segundo o comandante das forças americanas no país, general Ricardo Sanchez.
Autoridades americanas e iraquianas afirmam que combatentes estrangeiros estão por trás dos recentes ataques contra a coalizão liderada pelos Estados Unidos.
No último episódio de violência, quatro civis iraquianos morreram após a explosão de uma bomba na cidade de Basra (sul).
O correspondente da BBC em Bagdá Peter Biles diz que há tempos as autoridades suspeitam que militantes islâmicos estejam entrando no Iraque para reforçar a oposição à presença americana no país.
Síria e Irã
A maioria dos combatentes estrangeiros entrariam no Iraque vindos a partir da Síria e do Irã.
Entretanto, alguns comandantes militares americanos dizem não saber quantos militantes de outros países participam dos ataques e qual é o seu papel exato no conflito.
O general Sanchez disse a jornalistas na capital iraquiana que não há dúvidas de que a insurgência foi intensificada.
Os guerrilheiros, segundo ele, "desenvolveram a sua capacidade" de atacar as tropas americanas, utilizando foguetes e morteiros.
Nos últimos dias, forças americanas no norte do Iraque operando em cooperação com a polícia prenderam suspeitos e confiscaram grandes quantidades de armas.
Cerca de 150 soldados dos Estados Unidos já morreram em ações dos militantes no Iraque desde que o presidente George W. Bush declarou oficialmente o fim da guerra do Iraque, em maio.