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Troca de presos entre Israel e Hezbollah pode fracassar

A troca de prisioneiros acertada entre Israel e o grupo militante libanês Hezbollah pode cair por terra depois que as autoridades de Israel descartaram a possibilidade de libertar um homem libanês detido por matar israelenses.

O ministro de Relações Exteriores de Israel, Silvan Shalom, deixou claro que a lista de prisioneiros árabes a serem libertados não inclui Samir Kuntar, preso em Israel desde um ataque em território israelense, em 1979. O ataque matou três membros de uma família israelense e um policial.

O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, disse que o grupo espera para ouvir a posição de Israel para decidir sua resposta. O diálogo está sendo mediado por representantes alemães.

O coordenador dos serviços de inteligência da Alemanha, Ernst Uhrlau, passou vários meses realizando viagens secretas ao Oriente Médio tentando negociar a libertação de centenas de prisioneiros árabes mantidos em Israel. A contrapartida seria a libertação de um empresário israelense seqüestrado e os corpos de três soldados israelenses.

Aprovação

O gabinete israelense aprovou no domingo, por uma margem pequena, a realização da troca de prisioneiros. Sob pressão do primeiro-ministro Ariel Sharon, 12 ministros aprovaram o acordo e 11 foram contra.

O governo de Israel concordou em entregar cerca de 20 prisioneiros libaneses e 400 palestinos em troca do empresário israelense Elhanan Tannenbaum.

Tannenbaum, que é um coronel da reserva do Exército israelense, foi seqüestrado pelo Hezbollah em 2000.

Segundo a imprensa israelense, também há expectativa da divulgação de informações sobre o paradeiro do piloto desaparecido Ron Arad, que teve seu avião derrubado quando sobrevoava o Líbano em 1986.

Entre os prisioneiros mantidos por Israel estão os líderes muçulmanos xiitas Abdel Karim Obeid e Mustafa Dirani, que, acredita-se, estariam diretamente envolvidos na captura de Arad.