Autoridades sauditas afirmaram que 11 pessoas morreram no ataque a um complexo residencial de Riad, no sábado à noite. Quatro das vítimas são crianças.
Entre os mortos estão cidadãos da Arábia Saudita, do Egito e do Sudão. Pelo menos 122 pessoas, incluindo 36 crianças, foram feridas no ataque ao complexo que servia de moradia para trabalhadores em sua maioria árabe.
O ministro do Interior saudita, o príncipe Nayef, prometeu perseguir os culpados "até quando for preciso". O governo saudita afirma que o ataque é obra da rede Al-Qaeda, de Osama Bin Laden.
Menos de 24 horas depois do ataque, autoridades sauditas anunciaram o envio de cerca de cinco mil soldados à cidade sagrada de Meca, com o objetivo de reforçar a segurança de mais de dois milhões de peregrinos, número que pode aumentar à medida em que o fim do Ramadã (mês sagrado para a religião muçumana) se aproxima.
Armitage
No domingo, o subsecretário de Estado americano, Richard Armitage, chegou a Riad, com o objetivo de discutir a luta contra o terrorismo com as autoridades locais.
"O atentado de sábado é provavelmente obra da Al Qaeda, a rede terrorista de Osama bin Laden", disse Armitage ao descer do avião.
Segundo Armitage, o objetivo da Al Qaeda é destituir o governo saudita, mas também espalhar o medo.
Armitage se encontrará com o príncipe herdeiro saudita Abdalá ben Abdel Aziz.
Armitage, que chegou à Arábia Saudita vindo do Iraque, afirmou que discutirá com o príncipe herdeiro a luta contra o terrorismo e "outras questões que interessam os dois países".
Reações
Houve diversas reações negativas ao ataque. O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, afirmou que os terroristas responsáveis pelo atentado não possuem qualquer doutrina ou religião. Para ele, o ataque teve como objetivo "desestabilizar e aterrorizar" a região.
Na Grã-Bretanha, o ministro das Relações Exteriores Jack Straw disse que os responsáveis pelo ataque não demonstram nenhum respeito pelo Islã, ao matar homens, mulheres e crianças durante o Ramadã.
Os governos da Rússia e da Itália reafirmaram a necessidade de uma luta global contra o terrorismo.
O ataque ocorreu após os governos americano e britânico divulgarem, no sábado, alertas de possíveis ataques contra alvos ocidentais em diversos países do Golfo, incluindo a Arábia Saudita.
A embaixada americana e vários consulados dos Estados Unidos no país haviam sido fechados, no sábado.
O correspondente da BBC no Oriente Médio Paul Woods diz que ainda não se sabe qual teria sido o objetivo da Al-Qaeda com o ataque: se desestabilizar a região, ou matar alvos ocidentais.
O serviço de segurança da Arábia Saudita acredita que o ataque em Riad traz os sinais característicos dos perpetrados pela rede Al-Qaeda, a qual as autoridades sauditas responsabilizam pela escalada da violência militante islâmica no país.