Equipes de resgate, na Arábia Saudita, continuam as buscas por sobreviventes entre as ruínas de um conjunto residencial da capital, Riad, que foi destruído por um ataque suicida no sábado à noite.
O governo saudita informou que pelo menos dez pessoas morreram e cerca de 100 ficaram feridas, incluindo muitas crianças e mulheres.
Entre os mortos estariam egípcios e libaneses.
O ministro do Interior da Arábia Saudita, príncipe Naif Abdul Aziz, disse que não se pode descartar a possibilidade de o ataque ter sido ministrado pela rede Al-Qaeda.
Estrangeiros
O serviço de segurança da Arábia Saudita acredita que o ataque em Riad traz os sinais característicos dos perpetrados pela rede Al-Qaeda que as autoridades sauditas responsabilizam pela escalada da violência militante islâmica no país.
Diplomatas acreditam que o número de mortes deverá subir já que os autores do atentado provocaram três explosões em locais diversos, demolindo vários prédios.
A maioria dos moradores do conjunto residencial era de trabalhadores árabes estrangeiros e suas famílias.
Um correspondente da BBC disse que a economia saudita depende muito da força de trabalho de estrangeiros e aqueles que autorizaram o ataque podem ter buscado provocar a saída da mão de obra estrangeira do país.
Especula-se ainda que os responsáveis pelo atentado agiram em cima de informações desatualizadas e que indicavam que o condomínio abrigava, anteriomente, empregados da empresa aérea americana, Boeing.